Quando se chega em casa, após um dia de trabalho, de estudos, todo mundo tem algum artifício de relaxamento frente ao estresse rotineiro. Pessoas assistem novelas, séries no Netflix, lêem ou jogam videogames. Mas especificamente sobre a última opção, trata-se de uma fuga esplêndida da realidade ao performar o papel de outro, a viver outra vida em outra realidade. Se voltarmos às origens dos videojogos, lá quando a Nintendo lança Dokey Kong para Atari Coleco em 1982, ou Pac Man no mesmo ano, ou até mesmo o primeiro Street Fighter em 1988, videogames apresentavam um fuga, uma distração, um desafio, uma maneira de exercitar a concentração e trazer um senso de conquista e orgulho próprio a cada vitória.
O videogame tornou-se uma hobby e mais recentemente criou um cenário próprio competitivo mundialmente. Mas há um fator considerável que os videogames raramente buscam trazer - paz, tranquilidade e relaxamento. O frenesi histérico de um campo de batalha, explosões espaciais ou tentativas consecutivas de se derrotar um boss com uma mecânica complexa a se memorizar, os videogames podem e de fato estressam também.
A essência de competitividade, conquista e fuga da realidade quase sempre se mantém, mas há um setor específico na criação de games que busca somente a contemplação da arte imersiva, que proporciona uma viagem relaxante por um mundo bonito, cujo intuito pode ser completar algo, seguir uma linha de história, ou simples e puramente imergir sem rumo em um ambiente amplo, sem objetivos claros. Esses são Slow Games, derivados do antagonismo de fast-food, fast-fashion, consumo rápido de conteúdo e produtos, Slow Games buscam uma maneira simples de se chegar em casa e relaxar.
Pode-se dizer que a Nintendo é uma das precursoras nesse tipo de jogo, mesmo sem ter este intuito de relaxamento especificamente. Com o lançamento do Nintendo Wii, a ideia central envolvendo o console de movimentação corporal por si só promove um tipo de relaxamento, de gastar fisicamente o estresse e realizar atividades físicas. Porém, mesmo os Wii Sports se baseavam em competitividade, partidas virtuais de tênis, golf, pontuações, por mais que o board Wii Fit tivesse até mesmo a função de meditação e controle do equilíbrio do corpo.
Porém, deixando velhos jogos e consoles de lado, existem criações atuais, principalmente de produção independente que visam esse tipo de experiência. Nessa reportagem agora irei trazer algumas alternativas artísticas, belas, simples ou complexas de exemplos de slow gaming, confira:
- Flower
Plataformas: PlayStation 4, PlayStation 3, iOS, PlayStation Vita, Microsoft Windows
- ABZÛ
Um jogo em que você controla um mergulhador e explora variados tipos de oceanos. O gráfico traz características artísticas, lembrando pinturas, fazendo parecer que o mergulhador está nadando em um quadro.
Plataformas: PlayStation 4, Xbox One, Microsoft Windows, Nintendo Switch
- Journey
É um jogo em que você controla um personagem que viaja entre vários mapas onde ocorrem algumas histórias sem narração. Além dos gráficos suaves e delicados, a jogabilidade de interação com o mapa e outros personagens (inclui outros jogadores online) tornam o jogo intrigante sem perder o aspecto relaxante e de contemplação.
Plataformas: PlayStation 3 e PlayStation 4
- Flow
Plataformas: Browser, Playstation 3, Playstation 4, PSP, Playstation Vita.
- Sky: Children of Light
Dos mesmos criadores de Flowers e Flow, temos algo semelhante aqui mas para os celulares e tablets. A trilha sonora e mundo são excepcionalmente belos, dignos de gameplay de pura contemplação. Com a jogabilidade bem parecida com Journey, você explora pequenas plataformas e puzzles, desvendando esse mundo no seu próprio passo.
Plataformas: iOS, Android, Apple TV
- The Last Guardian
Plataformas: Playstation 4
7. Goat simulator
Plataformas: PC, PS4, Xbox One, Nintendo Switch e Android